Saturday, June 30, 2007
Prós e Contras II
Aqui vai de novo:
Num comentário a esta posta do amigo Caldas disse que, após ouvir o programa através do site da RTP, fiquei pela primeira vez com vergonha e MEDO de viver no Porto. De facto, o vazio apoderou-se da cidade e das suas instituições, que parece estarem limitadas a uma gestão corrente à espera de uma falência eminente ou duma OPA dum berardo qualquer....
O blog norteamos fez um "directo" fantástico do evento que deve ser lido post a post.... Este blog (http://norteamos.blogspot.com/), é uma coisa recente e escrito por gente que emerge neste momento e pode vir a fazer a diferença no futuro, para o bem da região. Este blog é fundamental.
Aproveito também, para deixar um outro link, para o verdadeiro serviço público do Tiago Azevedo Fernandes, que há quase 4 anos gere o Baixa do Porto , um blog - fórum, aberto a todos, que fundamentalmente serve para discutir o que se passa no Norte e que vai fazendo agenda No caso da famosa linha da Boavista em 2004, este blog fez algo pioneiro no Porto, tendo servido de ponto de pressão absolutamente vital para existir debate público (ver arquivo - lá há lições de cidadania). Este blog é alimentado por cidadãos até há pouco tempo anónimos, que assumem o papel de leitor / autor, e que não param de crescer em número.
De vez em quando, vão também escrevendo pessoas ilustres cá do Burgo, sempre numa perspectiva construtiva, como o Prof. Rio Fernandes (Geografia - UP), o Rui Moreira (o único que se safou mais ou menos no debate ou o vereador do urbanismo da CMP (normalmente a responder a questões / provocações levantadas), o arq. Burmester, o arq. Pulido Valente, entre outros...
Este blog é muitas vez porta de entrada para outros blogs relacionados, que fazem entradas duplas em ambos os blogs quando o assunto é de interesse comum (norteamos, dolo eventual, entre outros). No Baixa é também normal haver um cliping diário das notícias mais importantes para a região. Para participarem não necessitam de registo. Basta mandarem um email para o endereço que lá está.
PS - 1 abraço a todos... o ponto de encontro passa a ser aqui, uma vez que já não tenho mais aulas e claro, no jantar que alguém vai organizar (espero).
Será que acabou?!?!?!
Penso que, em primeiro lugar, tornou grande parte dos alunos frequentadores assíduos da blogosfera, quando antes nem sequer questionávamos a importância de ter um blog (eu pertencia a esse grupo). Por outro lado, desde a primeira aula que a palavra" inovação" passou a ter outro significado e outra importância. Será que sabiamos mesmo o que é a inovação? Há algum tempo atrás eu diria que era algo de novo, algo que se inventava e que, provavelmente teria algum uso... claro que hoje as coisas não são assim.
Na minha opinião valeu a pena, abrimos horizontes, percebemos como as coisas funcionam (ou não) e, acima de tudo ficamos mais conscientes.
Vamos lá ver se não perdemos os bons hábitos!!!
Até sempre!!!
Thursday, June 28, 2007
O caminho para a inovação

Destaco partes de um artigo de opinião publicado na página 20 que apresenta uma reflexão muito interessante acerca da Inovação.
"A inovação é uma atitude, uma vontade, uma forma de estar, não apenas um processo com um princípio, meio e fim. Fixamo-nos, muitas vezes, nos resultados, que devem ser imediatos. A (tirania da) urgência não permite a inovação. Não dá espaço. Sufoca-a. Muitas vezes, nos ambientes empresariais, pelo ritmo imposto, é olhada como "missão impossível", que não irá corresponder ao que se espera. Nem tão pouco se consegue "medir"..."
"A inovação é algo de distinto (e nesse sentido novo). Uma maneira diferente de se fazer o que é habitual. A inovação é contrariar o hábito, a repetição, o automatismo. É criar. Recriar. Colocar em causa o que se deu por adquirido. É questionar (O quê? Porquê? Para quê? Quem? Como? Quanto? Onde? Quantas vezes?...). Podemos inovar individualmente, mas sem dúvida que as maiores inovações resultaram de trabalho de grupo."
"É de aplicação geral? Sim, desde que se viva num ambiente com:
- Espaço para inovar (espaço mental aberto, com vontade de aprender, de fazer, com coragem para fazer diferente, para arriscar).
- Disponibilidade de tempo, para escutar, para processar, para gerar e só depois avaliar. Voltar a gerar e só depois avaliar. Para ter a coragem de parar e avançar, no tempo devido.
- Trabalho de equipa, valorizando, no entanto, o indivíduo como parte de um todo."
Se alguém estiver interessado, pode fazer download da revista a partir daqui.
Wednesday, June 27, 2007
Estão à espera que algum deus venha criar condições na região?
http://jn.sapo.pt/2007/05/30/porto/estao_a_espera_al_deus_venha_criar_c.html
"Madeira e Algarve têm líderes, quer se goste ou não deles", diz Marques dos Santos, para explicar a má situação do Norte e do Centro
Carla Soares, Artur Machado
Com um discurso empolgado e optimista, o reitor da Universidade do Porto, José Marques dos Santos, tem apelado a uma união de forças, desde que tomou posse, em meados do ano passado. Objectivo?Criar uma dinâmica de região que tire o Norte do impasse em que vive. Tal, defende, só é possível se todos convergirem em torno de um mesmo líder e se quem está na região não fugir dela.
Cooperar em nome dos interesses do Norte e aceitar, com humildade, uma liderança política forte que promova uma verdadeira estratégia regional, sem ficar à espera de Lisboa. Este é o apelo de José Marques dos Santos que, no plano da administração, defende a regionalização sem recurso a referendo e considera que uma junta metropolitana não pode ser liderada por presidentes de Câmara. O reitor vai, assim, de encontro ao modelo proposto pelo Governo. Até lá, esqueçamos "este discurso de lamúria".
Jornal de Notícias | Tem assumido um discurso pró-região. Afinal, como chegou o Norte a este declínio? Como perdeu a sua força reivindicativa?
José Marques dos Santos | O que terá acontecido foi que o Norte não soube criar as condições para fixar emprego de grande qualidade nos vários sectores. Todo esse emprego foi para Lisboa, para outros locais ou para fora do país, o que significa que não conseguimos fixar pessoas de elevada qualidade, que contribuam para o progresso da região.
É uma culpa partilhada pela região e pelo Estado?
Claro que sim, é de toda a gente. Os empresários e os artistas vão todos para Lisboa. Às vezes, interrogo-me se estão à espera de algum deus que venha criar as condições na região. Cada um de nós tem de se sacrificar um pouco para criar as condições necessárias. Se quem é capaz e pode contribuir abalar daqui para fora, isto nunca crescerá. E seria interessante que os que daqui saíram, a diáspora da região, regressassem. Talvez seja ingenuidade? Se é, então desistimos, ficamos com um país macrocéfalo que tem apenas um grande centro em Lisboa e deixamos de nos queixar.
A atitude deve mudar?
Temos de ser nós próprios a resolver os problemas e não apontar os outros como causas. Temos de deixar este discurso de lamúria e ser mais positivos.
Os políticos também saem e esquecem a região?
Se calhar, também. Políticos, banqueiros, industriais e artistas... Todos desaparecem.
Não é preciso criar condições para que regressem?
Eles próprios também têm de regressar para criar condições. Se os mais capazes não contribuem, quem as criará? O poder central? O poder local delapidado dos seus melhores valores? Assim é difícil.
Tem insistido numa maior cooperação a todos os níveis.
Claro, é fundamental. Falemos de coopetição, o novo calão que associa competição e cooperação. As empresas e as instituições têm de saber competir e também cooperar naquilo onde apenas juntas conseguem criar massa crítica e valor acrescentado.
Por que é tão difícil essa cooperação?
Não sei. É intrínseco. Será por sermos demasiado individualistas ou divididos. Na freguesia onde moro, há três ou quatro clubes e cada um nasceu por cisão. Não há infra-estruturas desportivas na freguesia porque ninguém se entende. Cada um prefere ser o dono de uma coisa pequenina do que partilhar a capacidade de poder e liderança para algo melhor.
Cada um prefere mandar na quintinha em vez de se juntar em torno de uma quinta maior, como diz. Não há capacidade para aceitar com humildade uma liderança?
Obviamente. Não consigo perceber uma instituição ou uma região que vá para a frente sem uma liderança.
Por que falta liderança à região? É dividir para reinar?
Falta talvez uma estrutura política, uma região, algo que nos junte, que tenha poder interventivo e legitimidade para se impor. Se se construir uma equipa com cinco ou seis pessoas e não se nomear um líder, ela rapidamente se desmorona porque o primeiro que avançar é acusado pelos outros de querer protagonismo. Por isso ninguém faz nada, tem tudo receio de avançar.
Deve ter um líder ou mais?
Não acredito em lideranças duplas e triplas. Isso não conduz a bons resultados. E deve haver continuidade. O que acontece, quase sempre, é que quem está à frente dos órgãos está por tempos limitados. Quando as coisas estão a chegar a um ponto razoável, vão embora e volta tudo a zero.
Usando uma sua expressão, quando não há um maestro, cada um acaba por tocar para o seu lado?
E há muitos que tocam bem, mas não conseguem fazer tocar uma orquestra.
Quem poderia ser o maestro da região?
Tem de ser alguém com intervenção política forte. Um político. Alguém que esteja num órgão que seja depois reconhecido e aceite por todos. E que, pela sua capacidade, se imponha aos outros. Se for um medíocre não se impõe.
Há quem atribua esse papel à CCDRN, mas falta-lhe legitimidade democrática.
Pois, dizem que não tem legitimidade e não é eleita. Se calhar sou ingénuo politicamente, mas faz-me confusão, tendo nós uma certa organização administrativa, não ser possível ter uma capacidade de intervenção adequada e impor-se essa liderança. Isso dirá um pouco mal da democracia. Então estamos aqui todos não para construir algo mas cada um está no seu lugar para defender a sua dama. Cada líder local, numa universidade ou numa câmara, deve ter uma visão superior. Temos que pensar se estamos a contribuir para o progresso geral. Cada um tem que pensar para além de si próprio e, quer se queira quer não, tudo que é eleito preocupa-se consigo próprio na perspectiva de outra eleição.
Enquanto não há regionalização, a Junta Metropolitana do Porto pode fazer, parcialmente, esse papel?
Se calhar podia e devia. E penso que tem vindo a fazê-lo.
O que retira da polémica negociação em torno do metro?
Cada um defende só os seus interesses e preocupa-se pouco com interesses cruzados. O líder daquela estrutura devia ser alguém acima de cada entidade.
Concorda, então, com o regime proposto pelo Governo para as áreas metropolitanas, com um executivo sem presidentes de câmara?
Isso vem de encontro ao que estou a afirmar. Porque se for um dos presidentes de Câmara, é logo acusado de defender os seus interesses. É a tal independência que deve existir. Este país construíu-se muito à base da cunha, do pedido, com cada um a procurar resolver o seu problema, e sem saber se ao fazer esse pedido está a prejudicar um todo mais alargado. Se houvesse uma junta regional, ou algo do género, teria de ser alguém acima das câmaras.
Mostrou-se favorável à regionalização mas questionou a capacidade dos nortenhos de se entenderem para fazer tal reforma.
Esta é a minha visão.
A questão é mesmo de falta de liderança?
Penso que sim, por mais que me digam o contrário. A Madeira e o Algarve têm líderes, quer se goste ou não deles. E Lisboa tem o próprio Governo. O Norte e o Centro não têm e veja como estão. Falta capacidade de juntar as pessoas em torno de um projecto.
Não basta estar de mão estendida, é isso?
A liderança serve para definir estratégias que envolvam todos os agentes e pô-las em acção. Quando o dinheiro vem para a região, esta já poderia dizer "quero para isto e para aquilo". E não ter que estar a submeter projecto a projecto. Falamos já de uma estratégia da própria região.
Tal estratégia regional não tem que partir do Governo?
Penso que não é necessário. Se sabemos o que queremos e nos conseguimos entender, ninguém tem de decidir por nós. Claro que a estratégia da região tem de estar sempre em consonância com a do país.
Regiões sem referendo
Enquanto adepto da regionalização, defende um novo referendo?
Por natureza, sou contrário ao recurso à figura do referendo por tudo e por nada. Temos uma democracia participativa. Elegemos deputados para nos representarem e eles devem estar muito melhor informados. É verdade que, muitas vezes, estão sujeitos a disciplinas partidárias que influenciam as decisões. Tem que haver coragem dos partidos de se entenderem e encontrar uma solução constitucional.
Seria difícil, até pela resistência do líder do PSD?
Sim, mas houve tantas mudanças desde o último referendo. O presidente da Câmara do Porto, que não era regionalista, hoje defende a regionalização. Já tem a experiência que lhe permita ver as dificuldades.
Prós e Contras
E foi com alguma satisfação que comecei a aperceber-me que quase todos falavam de Inovação e ora como agora também já sou um "expert" na matéria ainda me interessou mais o assunto. Porém o teor da conversa em torno da Inovação não passou mesmo disso, de andar às voltas da palavra Inovação e criar frases chavões com a palavra. Apenas uma pessoa que agora não posso precisar quem foi, referiu como exemplo a cidade de Bilbao... e eu pensei para comigo mesmo: "Ora aqui está alguém que deve saber do que está a falar, ou então teve aulas com o Professor Alexandre Sousa", porém acho que ninguém deu muita importância a esse comentário.
Resumindo, depois de ver o programa e todos aqueles intelectuais que governam a minha (nossa) cidade e o Norte do país, fiquei com a séria convicção que o lema do Porto e do Norte do país é: "Á deriva...".
Depois ainda se falou de regionalização e quase todos concordaram que isso é apenas um meio para "forçar" a autonomia das regiões, coisa que eu julgo ser possível por outros meios.
E ainda se falou da cooperação entre o Norte de Portugal e a Galiza, mas só apenas ao Presidente da Câmara (e posso estar a ser injusto) é que ouvi falar de cooperação entre municípios do Norte do País. Ele refere que o Porto só pode inverter o rumo se parques industriais como o do Vale o Ave estiverem bem de saúde e que o Porto se recente dessa má gestão.
Deu para tirar umas conclusões engraçadas da actualidade.
Monday, June 25, 2007
Pilotar o seu PC pelo pensamento? Brevemente...
Está decepcionado pelo software comandado por voz? Cansado de escrever no teclado? Os Engenheiros da empresa Hitachi têm a solução para os seus problemas: a ordem pelo pensamento! A relação cérebro-máquina que estes investigadores acabam de testar torna-se num primeiro passo nesse sentido. Este sistema é capaz de ler subtis diferenças da pressão nos vasos sanguíneos que alimentam o cérebro e traduzi-las em comandos electrónicos.
Esta magia funciona por topografia óptica do cérebro. O afluxo sanguíneo é seguido por tecnologia infravermelho. Um afluxo mais importante numa determinada área do cérebro significa uma actividade local mais forte, sendo assim gerado um pensamento nessa zona. O dispositivo é de longe preciso, e, felizmente incapaz de ler o detalhe das ideias. Podemos no entanto enviar facilmente ordens simples. Por exemplo, na instalação piloto da Hitachi, a excitação do cortex frontal, é traduzida e representada por uma série de dados a enviar a um comboio eléctrico. Synopsis, mas visionário.
in Mbit News
Caco says: "Ui, ui!!!!! Era tão bom!!!!!!!!!! Poupava meses de trabalho!
